Por lifesaloon
Pode ser difícil chegar a uma conclusão: são os adolescentes excitados diabinhos ou anjinhos preciosos? Esta semana, de acordo com a versão da mídia dominante, parece ser o último. Depois de anos de inquietação sobre a tendência dos adolescentes de enviarem mensagens de texto uns aos outros com fotos impertinentes, o lançamento de um novo estudo em 28/11/2011 provocou uma enxurrada de manchetes como " Sexting"não é uma prática comum para os adolescentes" e "Apenas 1% dos teens na verdade são sexting ".
Mais do que tudo, a cobertura deste último achado deve destacar a nossa incapacidade cultural de olhar para a sexualidade adolescente com qualquer nuance. A tendência narrativa é a de oscilar entre os pólos extremos da corrupção e da inocência. Eles ou são hormonais, loucos por sexo ou inocentes que precisam de proteção. Tomemos, por exemplo festas do arco-íris (festas onde vale tudo em relação a sexo): Em 2003, um episódio de Oprah provocou um pânico sobre a suposta tendência entre os adolescentes. Cerca de dois anos depois, o New York Times mostrava o fato como uma lenda urbana.
Pânico cultural sobre sexo entre adolescentes tendem a seguir o ritmo de um filme de terror clássico, e talvez tenha atingido seu desfecho com o sexting. A divulgação da mais recente pesquisa nos permite acreditar que matamos a besta assustadora do desejo adolescente. Mas será isto verdade?.
Este último estudo, constatou que os menores partilham suas fotos eróticas digitalmente em quantidade e frequência infinitamente menor do que comumente se acreditava (cerca de uma adolescente em cada 100).
Os resultados, contradiz os últimos relatórios que afirmam que 20 por cento dos adolescentes faziam uso do sexting, provavelmente as pesquisas diferem tão drasticamente por causa da metodologia distinta do estudo: em vez de levantamento com adolescentes e jovens adultos, os pesquisadores entrevistaram apenas os menores de 18 anos, com foco especificamente para o material com conteúdo suficiente para ser considerado pornografia infantil e comportamentos similares durante o ano passado.
É também possível que o sexting realmente diminuiu ao longo do tempo, graças em parte à crescente cobertura da mídia e preocupação dos pais.
O que é suspeito, porém, é que este estudo está sendo tratado como uma revelação, quando a realidade é que este um dígito percentual já foi relatado em pesquisas anteriores sobre o tema.
Dois anos atrás, o Pew Research Center informou que um por cento apenas das jovens de 12 a 17 anos tinha feito uso do envio de fotos nuas de si mesmas para outra pessoa.
Entretanto, a maioria das pesquisas no momento da divulgação do estudo, da destaque a constatação de que 15 por cento dos adolescentes afirmam que "receberam fotos sexualmente sugestivas, com imagens nuas ou quase nuas de alguém que conhecem através de mensagens de texto em seu telefone celular."
E agora, de repente, afirmam: Calma as crianças estão bem! Você pode culpar os pesquisadores da mídia tendenciosa ou mercadores do medo por essa inconsistência, mas a questão subjacente é a visão em preto-e-branco dos adolescentes e o sexo.
A verdade é que quando se trata de sexo, os adolescentes são como todos nós, apenas humanos.

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